Jonne Roriz/AE
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ONU reitera que o governo haitiano anunciou fim das buscas

Porta-voz da previdência do Haiti havia desmentido a ONU: "A informação é falsa", afirmou

Lourival Sant´Anna, de O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2010 | 16h42

O porta-voz da ONU no Haiti, Nicholas Reader reiterou neste sábado, dia 23, que o governo haitiano anunciou, sim, o fim das operações de resgate. E explicou que as operações entraram hoje em nova fase, saindo do resgate de sobreviventes para a retirada de corpos e remoção dos escombros para a reconstrução do país.

 

"Duas equipes do Reino Unido e uma da Grécia, que chegou ontem (sexta-feira), continuarão no país, com cães e equipamentos, para responder a sinais de vida, retirar corpos e erguer escombros", informou Reader ao Estado. "À medida que o tempo passa, as chances ficam menores, mas ainda há milagres, como os de ontem (sexta-feira)."

 

A ONU já havia anunciado na noite desta sexta-feira, 22, em Genebra, o fim das buscas por sobreviventes do terremoto no Haiti. Mas o governo do Haiti desmentiu neste sábado, 23, que os trabalhos de resgate de sobreviventes tenham sido encerrados. "A informação é falsa. O presidente nunca disse isso", afirmou o porta-voz da Presidência, Volcy Assad.

 

O fim da busca por sobreviventes havia sido divulgado pela ONU, em Genebra. O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciou que o governo brasileiro deve dobrar a ajuda financeira ao país, destruído pelo terremoto do dia 12. O dinheiro, segundo Amorim, seria destinado à reconstrução do Haiti. A informação foi passada por Amorim ao primeiro ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive. O Brasil já havia anunciado US$ 15 milhões para uma ajuda emergencial para socorrer o país após o tremor de terra que deixou 1,5 milhão de desabrigados.

 

Segundo Amorim, o mesmo valor pode ser destinado para a reconstrução. "Eu penso na mesma quantia, equivalente a de emergência, para a reconstrução", afirmou aos jornalistas. Amorim disse ainda que ofereceu ao governo haitiano ajuda administrativa para reconstruir o próprio governo do país. "Ofereci ajuda para a formação de quadros. O governo haitiano está com o controle da situação", ressaltou.

(Colaborou Leandro Colon)

 

Atualizado às 20h15

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