Ramon Espinosa/AP
Ramon Espinosa/AP

ONU vai construir refúgios resistentes a furacões no Haiti

Abrigos serão necessários na época de chuvas e ciclones que começa em dois meses no país

Efe,

08 de fevereiro de 2010 | 20h17

A ONU anunciou nesta segunda-feira, 8, que estuda a construção de refúgios resistentes aos furacões para 1 milhão de desabrigados pelo terremoto que estão em acampamentos improvisados vulneráveis às precipitações, porque em breve começará a temporada de chuvas no país.

 

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Com o início das chuvas torrenciais e a chegada da época dos furacões em junho, a população precisará de locais seguros para se abrigar, justificou a enviada especial adjunta da ONU para o Haiti, Kim Bolduc.

 

"A grande preocupação são as próximas chuvas e

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devemos construir algum tipo de albergue seguro e resistente aos furacões", disse em uma conferência via satélite a número dois da missão do organismo em Porto Príncipe (Minustah).

 

Bolduc ressaltou que esta alternativa é "a melhor solução, porém mais cara e demorada de realizar", já que é preciso de material e equipamentos pesados de construção.

 

Um obstáculo à proposta é a impossibilidade de utilizar a maior parte das instalações portuárias da capital, que foram abaladas pelo terremoto de 12 de janeiro.

 

O tremor destruiu os suportes dos píeres, por isso não é possível amarrar navios e descarregar no porto, explicou Bolduc. "Trazer o material de avião é muito caro, mas é necessário", apontou a funcionária.

 

A enviada disse que o Governo haitiano pediu para colocar alguns destes albergues no centro de Porto Príncipe, para que sirvam de refúgio na temporada das chuvas, e indicou que se optarem por locais fora da cidade para instalar os albergues, não teria para onde levar os sem-teto com as chuvas e os ciclones. "Faltam dois meses, portanto não temos muito tempo", acrescentou.

 

Há duas semanas, o governo haitiano pediu 200 mil barracas familiares para dar refúgio a 1 milhão de pessoas que vivem praticamente ao ar livre em acampamentos. Até agora, 250 mil pessoas receberam algum tipo de material, como lonas plásticas, e só 10 mil barracas foram distribuídas em todo o país, segundo a ONU.

 

Bolduc revelou na entrevista que nos últimos dias o cordão humanitário entre Porto Príncipe e Santo Domingo está prejudicado, pela deterioração da estrada no lado haitiano da fronteira por causa das chuvas, que causaram alagamentos e tráfego pesado de veículos, agravando os danos causados pelo terremoto.

 

Engenheiros militares americanos e técnicos das Nações Unidas estudam abrir uma rota alternativa para os caminhões com ajuda humanitária que chega a partir da República Dominicana.

 

Com relação à alimentação, Bolduc garantiu que 95% dos 2 milhões de pessoas que precisavam de assistência alimentícia receberam sacos de arroz.

 

A enviada ressaltou, no entanto, que no médio prazo será necessário aumentar a assistência financeira ao setor agrícola para elevar a capacidade de produção do país.

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