ONU vai propor ao Conselho de Segurança mais tropas no Haiti

Organização e Haiti coordenarão operações no país, Brasil cuidará de segurança e EUA, da ajuda humanitária

estadao.com.br,

17 de janeiro de 2010 | 20h05

O chefe das forças de paz da ONU, Alain de Roy, disse neste domingo, 17, que pedirá na reunião de segunda-feira do Conselho de Segurança um aumento no número de tropas da Missão de Paz para Estabilização do Haiti (Minustah).

"Pediremos ao conselho um pequeno aumento amanhã", disse Roy, que não quis falar em número.

Brasil também estuda o envio de novas tropas militares ao Haiti, além das que servem no local. Esses efetivos já estão de prontidão.

O Brasil tem o comando das forças de paz Minustah, mas se viu num desconforto após os EUA anunciarem o envio de 10 mil militares e assumirem o controle do aeroporto de Porto Príncipe.

Militares brasileiros consideram que esse controle dificultou o embarque de aeronaves da Força Aérea Brasileira com alimentos, água, remédios e profissionais de saúde.

Divisão de tarefas

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Com o objetivo de discutir a situação do Haiti e de afinar a coordenação das ações no país, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participou de uma teleconferência organizada pelo Canadá com representantes de 10 países, além de integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA). Entre os participantes, estavam o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Na reunião por teleconferência, ficou decidido que a definição de prioridades e a coordenação das operações ficará a cargo da ONU juntamente com o governo haitiano. Ao Brasil, caberá a participação na segurança; enquanto os Estados Unidos cuidarão da ajuda humanitária.

"A distribuição de tarefas está sendo feita. Houve uma reunião importante há dois dias em que ficou estabelecido que a questão da segurança é tarefa da Minustah indiscutivelmente", disse o ministro.

A reunião do Conselho de Segurança da ONU foi realizada a pedido do México. O Brasil aguarda essa possível mudança para estudar o envio de mais tropas. Uma outra reunião, esta ministerial, será realizada na próxima semana, em Montreal, no Canadá, para começar a se pensar na reconstrução do país devastados pelo terremoto.

Com informações da Reuters e de Débora Thomé, da Agência Estado

 

 

 

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