Operações militares serão suspensas para resgatar Betancourt

Nesta quinta-feira, chega à Colômbia uma missão humanitária francesa para ajudar nas negociações

Efe,

03 de abril de 2008 | 01h17

O Exército colombiano vai interromper suas operações e abrirá um corredor humanitário para atender a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt quando as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informarem as coordenadas do local de sua libertação, anunciou nesta quarta-feira, 2, o ministro da Defesa Juan Manuel Santos. Veja também:Lula: 'País só intervém no caso Farc se Colômbia pedir'Filho de Ingrid diz que morte da refém 'é questão de horas' Lula presta solidariedade ao pedido pela libertação de IngridO Brasil tem sido omisso no caso Ingrid Betancourt?  Ingrid Betancourt está perto da morte, diz SarkozyAssista ao pronunciamento de Sarkozy  Marido de Ingrid faz apelo a Lula para libertação da refém Conheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região   Santos informou que o Exército permitirá a missão humanitária que será enviada pela França, mas esclareceu que só suspenderá as operações militares quando as Farc divulgarem as coordenadas para o local da libertação. "O que não podemos fazer é suspender todas as operações ofensivas no território nacional", assinalou. O Governo da França anunciou na terça-feira o envio de uma missão humanitária que deve chegar nesta quinta-feira, 3, ao departamento de Guaviare (sul), que pode ser o local do cativeiro de Betancourt, seqüestrada desde 2002 e que, segundo diferentes testemunhos, está em estado grave de saúde. "Quando tivermos as coordenadas poderemos repetir o que fizemos quando libertaram unilateralmente os seqüestrados, ou seja, suspender as ofensivas militares dentro de uma área específica", expressou. As Farc não emitiram nenhum pronunciamento sobre Betancourt, que alguns moradores de Guaviare asseguram ter visto em um estado de saúde precário. Nessa mesma região foram libertados em 10 de janeiro e 27 de fevereiro seis políticos seqüestrados pelas Farc.

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