Oposição alerta para riscos de fraudes em eleições argentinas

Candidato diz que suas cédulas não foram distribuídas; primeira-dama pode ser eleita ainda no primeiro turno

Marina Guimarães, da Agência Estado,

28 de outubro de 2007 | 14h40

Os candidatos da oposição alertaram neste domingo, 28, para o risco de fraudes nas eleições presidenciais. Segundo o candidato Ricardo López Murphy, do Partido Recrear, o fato de as coisas funcionarem inadequadamente tornam disponíveis" as possibilidades de fraudes.   Veja Também Especial: as eleições argentinas  Eleição começa com atraso e estresse de Cristina Argentinos votam para consagrar Kirchners Candidato argentino diz fazer 'contato' com ETs 'Kirchner é o anticristo', diz Menem Governo beneficia entidades e ganha apoio Cristina: 'Não sou Hillary nem Evita'   Depois de votar em uma escola no centro do município bonaerense de Adrogué, Murphy disse à imprensa que continua "preocupado porque as coisas não são feitas corretamente: a demora no início da votação, a ausência do voto eletrônico e de mecanismos do XXI que prejudicam as eleições".   Sobre a demora na abertura de centenas de seções eleitorais por falta de pessoal para trabalhar, Murphy disse que a Argentina deveria "ter vergonha por faltar gente para constituir as mesas porque há um fenômeno global de desinteresse". O candidato considerou que "não é bom que haja ausência de presidentes de mesa, porque revela uma crise".   As denúncias de fraude foram a bandeira também do candidato Alberto Rodríguez Saá (Frente Justiça, União e Liberdade) quando concedeu uma entrevista coletiva depois de votar. "Temos que vencer a fraude", disse o candidato.   Segundo ele, "o Correio Argentino (centro processador dos votos e que distribui as cédulas eleitorais) não colocou cédulas do seu partido, deliberadamente, nas mesas de La Matanza, Morón, Ezeiza e outros municípios". O candidato afirmou que "as denúncias já foram feitas" e que vai ter "muitas precauções a partir das seis da tarde" (19 horas de Brasília), quando terminará a votação.   "Qualquer resultado será uma vitória", foi uma das poucas frases que a candidata Elisa Carrió, representante do partido centro-esquerdista Coalizão Cívica e segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto. Sua presença no colégio eleitoral nesta manhã gerou tumulto e acabou com um policial Federal desmaiado.   Já o presidente Néstor Kirchner, ao depositar seu voto na urna, afirmou que "tudo tem que ser melhor" para o país depois das eleições. Kirchner votou em Río Gallegos, sua província natal, junto com sua esposa, a candidata favorita à vencer o pleito, Cristina Fernández.   Kirchner buscou respeitar a proibição eleitoral, que impede a realização de comentários, e evitou falar sobre a candidatura presidencial de sua esposa, a senadora Cristina Fernández, favorita nas pesquisas de opinião por uma ampla vantagem.   De acordo com o porta-voz da Presidência, Miguel Nuñez, ambos regressarão à Buenos Aires à tarde, onde pretendem esperar pelo resultado da apuração dos votos. "Depois de tudo o que passamos em 2001, é muito bom que o povo escolha o novo presidente", disse Kirchner à imprensa, completando que as eleições são sinais da "normalidade institucional" do país.   (Com agências internacionais)

Tudo o que sabemos sobre:
eleiçõesargentina

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.