Oposição argentina quer investigar enriquecimento de Kirchner

Segundo declaração de bens, a fortuna de Kirchner cresceu de US$ 1,8 milhões para US$ 5,6 milhões desde 2003

Reuters,

21 de janeiro de 2008 | 13h42

A maior força da oposição da Argentina apresentará representações em três esferas estatais nesta segunda-feira, 21, pedindo a investigação do enriquecimento do ex-presidente Néstor Kirchner, marido da atual presidente, Cristina. A investigação parte da divulgação da declaração de bens de Kirchner para o ano de 2007, anunciada pela polícia argentina na semana passada. Segundo a declaração, a fortuna de Kirchner registrou um salto de US$ 1,8 milhões para US$ 5,6 milhões desde 2003.   Veja também:Patrimônio de Kirchner cresceu 160% após presidência   "Houve incrementos patrimoniais nas declarações oficiais anteriores de Kirchner, mas neste caso é maior, eu diria que é obsceno", disse à Reuters Fernando Sánchez, deputado da Coalizão Cívia, grupo que ficou com o segundo lugar nas eleições presidenciais do ano passado. "A impunidade kirchnerista faz com que eles possam colocar qualquer coisa na declaração oficial porque acham que ninguém vai perguntar", acrescentou. Sánchez disse que seu partido pedirá a criação de uma CPI no senado, além de uma denúncia no órgão que cuida de investigações administrativas e no Escritório Anticorrupção. A declaração de renda de Kirchner, segundo o jornal La Nación, incluiu receita corrente de US$ 2,2 milhões em 2007, a maioria de bens imóveis.  De acordo com o documento, o casal possui 19 casas, 14 apartamentos e seis terrenos, quase todos em Santa Cruz, província natal do ex-presidente.

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