Oposição boliviana promete resistir contra Morales

A oposiçãoboliviana continuará protestando contra o presidente EvoMorales até que seja paralisado o processo constitucional quevai dar mais poderes à maioria indígena e aprofundar anacionalização da economia, disse um influente líder da direitaboliviana. Dirigente do movimento autonomista do Departamento de SantaCruz (leste), considerado o segundo político mais poderoso daBolívia, depois de Morales, Branco Marinkovic se define apenascomo líder "cívico" e rejeita uma eventual candidatura apresidente. "Não vamos retroceder em nossos esforços", disse numarecente entrevista o rico agroindustrial, de 40 anos, acusadopelo governo de se apropriar ilegalmente de centenas demilhares de hectares de terras. Sob a liderança de Santa Cruz, região mais rica da Bolívia,seis dos nove Departamentos do país fizeram uma greve naquarta-feira contra a reforma constitucional promovida porMorales. A nova Carta enfurece a oposição, que deseja mais autonomiapara os Departamentos, como forma de conter o poder de Morales. Embora tenha um discurso mais moderado que outros líderesda oposição direitista, Marinkovic acusa Morales de "ruptura"do estado de direito. A conduta presidencial "cheia deilegalidades" serviu de pretexto, na quinta-feira, para que aoposição rejeitasse o diálogo proposto pelo governanteindígena. "Depois que lhe roubam, você não se aproxima do ladrão coma intenção de dialogar sobre as coisas que lhe roubaram",comentou Marinkovic à Reuters. "Sempre tivemos vontade de dialogar, mas para isso primeirodeve se respeitar a lei, a democracia e a liberdade. E o senhorMorales não o fez", acrescentou.

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