Oposição boliviana só apoiará referendo se Carta for mudada

Impasse com opositores inviabiliza Constituição de Evo; Podemos pede mudança em 'oito ou nove' pontos

Efe,

24 de setembro de 2008 | 15h09

O principal partido de oposição na Bolívia, Poder Democrático e Social (Podemos), exigiu nesta quarta-feira, 24, a modificação de oito ou nove pontos do projeto de Constituição impulsionado pelo governo para apoiar a convocação dos referendos necessários para sua aprovação definitiva. "Teríamos uma infinidades de reivindicações, mas fazemos o mínimo de observações para que possa ser viabilizado", disse à Agência Efe o senador Walter Guiteras, do Podemos. Veja também:Apesar de trégua, situação continua tensa na BolíviaBolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analistaBolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia Imagens das manifestações   No entanto, dentro do principal partido opositor parece haver divergências a respeito, já que o líder nacional, o ex-presidente Jorge Quiroga, voltou a rejeitar totalmente o projeto constitucional governista e a defender um completamente novo. Para Guiteras, não é suficiente modificar o capítulo dedicado às autonomias, como negociam Governo e opositores. O projeto de Carta Magna sobre o qual se discute foi aprovado após um ano e meio de debates em Oruro em dezembro de 2007 pela Assembléia Constituinte, quase sem a presença da oposição, que denúncia se tratar de um texto ilegal e antidemocrático. Os votos do Podemos no Congresso são necessários para a convocação dos dois referendos que requer essa nova Constituição: um sobre o artigo que regula os latifúndios e ouro, definitivo, sobre todo o texto. O senador Guiteras destacou como pontos que devem ser modificados do projeto constitucional a qualificação do Estado como "plurinacional", o que qualificou como "reeleição vitalícia de Evo Morales." Já Quiroga disse que quer outro projeto de Constituição completamente novo "que seja um acordo entre todos". Nós temos uma posição muito clara: a Constituição que (os governistas) aprovaram após (...) mortos, feridos e violência não reflete um consenso e um acordo", ressaltou.

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