Oposição da Bolívia pede para participar da cúpula da Unasul

Governadores opositores afirmam que presidentes devem ouvir as duas partes do conflito no país

Efe,

14 de setembro de 2008 | 14h47

Os governadores regionais opositores ao presidente da Bolívia, Evo Morales, pediram neste domingo, 14, para participar da cúpula extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul) convocada para segunda-feira em Santiago do Chile para debater a crise boliviana. Em sinal de "boa vontade" e com a intenção de facilitar as negociações para a pacificação do país, os opositores anunciaram que suspenderão os bloqueios de estradas organizados em protesto.   Veja também: Evo se reúne com opositores; mortos sobem para 28 EUA ameaçam 'efeitos' contra Bolívia por expulsar embaixador Lula pretende convencer Evo a aceitar ajuda Entenda os protestos da oposição na Bolívia Filas se formam em frente às distribuidoras de gás   Imagens das manifestações   Chávez aproveita deterioração diplomática dos EUA   O governador de Tarija, Mario Cossío, enviou uma carta à anfitriã da cúpula de líderes da Unasul, a presidente chilena Michelle Bachelet, para que permita aos opositores assistir como um "bloco" à reunião, explicou aos jornalistas na cidade de Santa Cruz. Os governadores regionais entendem que os presidentes da Unasul devem ouvir as duas partes do conflito boliviano, que, na última semana, deixou pelo menos 28 mortos em confrontos entre governistas e opositores em protestos na região de Pando (norte).   Bachelet convocou a reunião extraordinária de chefes de Estado de Unasul para estudar a crise da Bolívia, imersa em uma onda de violência e protestos contra o governo Evo. A região de Pando, onde ocorreram os choques mais graves e violentos entre governistas e autonomistas, foi declarada em estado de sítio pelo Executivo. Os governadores opositores pretendiam viajar para o Departamento, para demonstrar apoio ao governador Leopoldo Fernández, cuja prisão foi pedida pelo governo por responsabilidade pelas mortes na região, mas não obtiveram a permissão para entrar em Pando.   Por sua vez, o governador de Santa Cruz, Rubén Costas, rejeitou que os opositores sejam golpistas, como acusa o Executivo de Evo, que, além disso, os responsabiliza pela onda de violência e das invasões e saques de instituições estaduais e infra-estruturas energéticas. "Rejeito (a acusação) e digo ao governo que não vamos permitir nenhum golpe de Estado", disse Costas, que destacou a legitimidade democrática dos mandatos dos governadores regionais.

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