Oposição denuncia irregularidades nas eleições argentinas

Ex-presidente Menem fala em 'tremendo retrocesso'; para governo, processo foi 'exemplar'

EFE

28 de outubro de 2007 | 22h18

Vários partidos e entidades de oposição, das mais variadas tendências, denunciaram irregularidades e "fraudes" nas eleições presidenciais realizadas neste domingo, 28, na Argentina. O ex-presidente Carlos Menem (1989-1999) foi um dos denunciantes. Em comunicado, afirmou que a democracia argentina sofreu "um tremendo retrocesso" com a "concretização de uma notável fraude" na periferia de Buenos Aires, onde supostamente houve eliminação de cédulas da oposição nas salas de votação.  Veja também:Bocas-de-urna apontam vitória de Cristina Kirchner no 1º turnoEspecial: as eleições argentinas Argentinos votam para consagrar KirchnersCristina: 'Não sou Hillary nem Evita'Kirchner seduz interior empobrecido As denúncias apresentadas à Justiça Eleitoral tratam principalmente da falta de cédulas de alguns partidos nos centros de votação. Os denunciantes são a Coalização Cívica, Uma Nação Avançada (UNA) e a Frente Justiça, União e Liberdade, cujos candidatos à presidência são Elisa Carrió, Roberto Lavagna e Alberto Rodríguez Saá (segundo, terceiro e quarto colocados nas pesquisas de intenção de voto). A favorita é Cristina Fernández de Kirchner, primeira-dama do país e candidata da Frente para a Vitória. Resultados de boca-de-urna apontam sua vitória, com 46% dos votos, já no primeiro turno. Denúncias de irregularidades também partiram do Movimento Províncias Unidas, Projeto Sul, Recrear e Partido Trabalhista. Alejandro Rodríguez, porta-voz do candidato Lavagna, afirma que "se detectou uma falta sistemática de cédulas". A candidata presidencial de esquerda Vilma Ripoll, do Movimento Socialista dos Trabalhadores - Nova Esquerda, falou em "manobras de fraude" mediante "roubo" de cédulas. Outro lado O ministro do Interior, Aníbal Fernández, assegurou, no entanto, que o processo eleitoral na Argentina foi "cristalino" e "exemplar" e que a responsabilidade sobre a reposição de cédulas é dos partidos, e não das autoridades. Numa entrevista coletiva à imprensa no local onde está instalado o centro de computação de votos, Fernández afirmou que a decisão de ampliar em uma hora o período de votação na capital, Buenos Aires, foi tomada pela juíza eleitoral local, e não pela Câmara Eleitoral Nacional, cujo âmbito de atuação é todo o país.  A juíza María Servini de Cubría decidiu estender a votação por causa da aglomeração de pessoas nos centros eleitoras quando o prazo para votar chegava ao fim. A partir das 21 horas da Argentina (22 horas no horário de Brasília), os primeiros resultados oficiais serão conhecidos, segundo o ministro Fernández. Mais de 27 milhões de argentinos foram convocados neste domingo, 28, a ir às urnas para eleger os novos presidente e vice-presidente do país, além de governadores de oito províncias, e renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

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