Oposição pede 'não' em votação para evitar 'ditadura' na Bolívia

Campanha sobre referendo constitucional deste domingo chega ao fim; Evo tenta aprovar nova Carta Magna

Agências internacionais,

23 de janeiro de 2009 | 12h20

A oposição ao governo Evo Morales fechou na quinta-feira, 22, sua campanha eleitoral para o referendo constitucional do próximo domingo com uma chamada à rejeição ao projeto, para evitar a instauração de uma ditadura na Bolívia. Os governadores opositores de Beni, Tarija, Chuquisaca e Santa Cruz, fizeram um grande ato em que pediram o voto de rejeição ao texto constitucional.   Veja também: Entenda os pontos polêmicos da nova Constituição da Bolívia   O presidente boliviano, Evo Morales, diz que a nova Carta Magna representa a "refundação" da Bolívia, mas a oposição sustenta que o texto tem passagens vagas sobre a posse de terras e pode dividir a sociedade boliviana. Segundo a BBC, analistas avaliam que a votação de domingo será também uma espécie de plebiscito sobre Evo Morales e seu governo. Se o texto for ratificado, Evo deverá convocar eleições presidenciais para dezembro, quando poderá tentar um novo mandato. A Constituição atual não prevê a possibilidade de reeleição - dois mandatos seguidos - do presidente.   No ato, organizado em Santa Cruz, o governador do departamento (Estado) de Tarija, Mario Cossío, disse em seu discurso que o presidente procura "instalar através deste texto constitucional na Bolívia um regime totalitário". "Ele levará a Bolívia por um mau caminho porque vai destruí-la", disse o governador sobre o projeto constitucional.   O presidente fechou também nesta quinta-feira sua campanha a favor do projeto de Constituição e pediu a aprovação à nova Carta para "fechar as veias abertas da América Latina". "Temos a responsabilidade neste domingo de fechar as veias abertas da América Latina. O que significa isso? Que nunca mais saqueiem nossos recursos naturais", argumentou Evo em um grande ato de fechamento de campanha, em Cochabamba, no centro do país.   O texto que será submetido à votação no domingo é o que foi acordado no mês passado no Congresso pelo partido de Morales com parte da oposição, após a introdução de mais de 100 modificações ao apresentado anteriormente pela Assembleia Constituinte, de maioria governista.  

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