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Oposição venezuelana rejeita atitude de Chávez na crise

O presidente venezuelano, Hugo Chávez,incentiva uma ameaça bélica à Colômbia para esconder o fracassode seu governo, disse nesta segunda-feira um líderoposicionista que repudiou o envolvimento do país na atualcrise entre Bogotá e Quito, desencadeada pela morte de umcomandante guerrilheiro. O governador do estado fronteiriço de Zulia, Manuel Rosales--que disputou com Chávez as últimas eleições presidenciais--,pediu que os vários setores da Venezuela se mobilizem e semanifestem em favor da paz. "Que (Chávez) não pretenda fazer jogo, esconder-se por trásde decisões irresponsáveis como as tomadas ontem (domingo) paraesconder o fracasso de seus 10 anos de governo", disse Rosalesem uma entrevista à imprensa. Chávez ordenou no domingo a mobilização de 10 batalhões nafronteira em resposta ao ataque lançado pela Colômbia emterritório equatoriano, o qual deixou como saldo a morte dosegundo homem em importância na guerrilha Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Raúl Reyes. "Que não pretenda com uma atitude patrioteira querer inflaro sentimento nacionalista para esconder a verdade deste país,que está caindo aos pedaços", acrescentou. Rosales disse estar surpreso com a decisão de Chávez sobreo conflito entre a Colômbia e o Equador, já que a fronteiravenezuelana costuma ser violada por guerrilheiros eparamilitares, em meio ao silêncio das autoridadesvenezuelanas. "Dá-se apoio a um movimento narcoguerrilheiro, terrorista,e se coloca o povo da Venezuela em atitude de guerra", afirmouRosales, qualificando a atuação de Chávez de "traição". O presidente venezuelano busca obter sólida maioria naseleições para governadores e prefeitos, marcadas para o finaldo ano, depois de ter perdido em dezembro o referendo sobre umareforma na Constituição que lhe permitiria ser reeleito porvários mandatos. Rosales conclamou Chávez a buscar um acordo com a Colômbia.Ele também pediu aos governos da Colômbia e do Equador quedialoguem o máximo possível e uma intervenção imediata daOrganização dos Estados Americanos (OEA) "para que os conflitossurgidos a partir destes fatos lamentáveis sejam sanados demodo civilizado". O oposicionista também disse que rechaça a violação doterritório e da soberania de qualquer país. (Por Fabian Andrés Cambero)

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