Opositor a Chávez não se apresentará à Justiça e planeja asilo

Comparecimento de Rosales seria 'sacrifício inútil' porque julgamento é 'armado' pelo governo, diz partido

Efe e Reuters,

20 de abril de 2009 | 12h23

O líder opositor venezuelano e prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, "não se apresentará" nesta segunda-feira, 20, à audiência preliminar por um caso de corrupção à qual estava convocado, e seus aliados tramitam um "asilo político" em um país amigo, anunciaram membros de seu partido. O comparecimento de Rosales diante de uma corte de Caracas "seria um sacrifício inútil", dado que o julgamento contra o prefeito foi "armado" e só "beneficiaria a estratégia do governo" venezuelano de "perseguir" a dissidência, acrescentou Omar Barboza, presidente do partido Um Novo Tempo (UNT).

 

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Na semana passada, a Justiça venezuelana congelou o patrimônio de Rosales, acusado de enriquecimento ilícito. De acordo com a procuradora-geral Luisa Ortega, não há evidências comprovando os rumores de que Rosales - foragido há cerca de um mês - teria deixado o país. Críticos de Chávez dizem que Rosales é alvo de uma caça às bruxas, enquanto simpatizantes do governo afirmam que se trata de um caso comum de corrupção.

 

No dia 19, o Ministério Público recomendou à Justiça a emissão da prisão preventiva do opositor, acusado de corrupção, evasão fiscal, doação irregular de veículos do Estado e improbidade administrativa durante o período em que foi governador de Zulia, entre 2000 e 2008. Se for condenado, pode pegar até 10 anos de prisão.

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