Opositor a Chávez visitou Peru, mas não pediu asilo, diz Lima

Partido de líder oposicionista anunciou que venezuelano não se apresentará à Justiça porque sofre perseguição

Efe,

21 de abril de 2009 | 11h44

O principal líder da oposição venezuelana, Manuel Rosales, viajou para o Peru como turista e não pediu asilo político para o país, informou nesta terça-feira, 21, o ministro das Relações Exteriores peruano, José Antonio García Belaúnde, a uma rádio Colombiana. Rosales, prefeito de Maracaibo, decidiu deixar a Venezuela por estar sendo alvo de um julgamento "arranjado", segundo seus porta-vozes, após ter sido processado por suspeita de corrupção.

 

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O opositor, que se encontra foragido na Venezuela, onde é processado por suspeita de corrupção - que ele classifica como "julgamento político" -, teria iniciado a busca de contatos com o governo e o Congresso do Peru, assim como com partidos e com empresários, para tentar um asilo no país vizinho, segundo a imprensa peruana.

 

Rosales venezuelano também pode ter solicitado asilo político em diversas representações estrangeiras credenciadas em Lima. Ele fixará entre esta terça e quarta sua residência, uma vez que receber a resposta das autoridades do Peru e de outros países. O jornal peruano El Comercio indicou que a primeira ação de Rosales ao chegar a Lima foi tentar não comprometer os compatriotas que o ajudaram a sair de seu país nem os venezuelanos que atualmente têm de asilo no Peru, de acordo com os diplomatas citados.

 

Manuel Rosales, que foi governador reeleito do estado petroleiro de Zulia, na fronteira com a Colômbia, e se elegeu prefeito de Maracaibo nas eleições regionais passadas de 2008, encontra-se na clandestinidade desde a semana passada, em "resguardo de sua segurança", segundo os dirigentes do seu partido.

 

Em uma "carta pública" divulgada na semana passada, o principal opositor venezuelano disse que o caso de corrupção do qual é acusado é uma "montagem do chavismo em vingança, porque foi derrotado por ele e por seus aliados diversas vezes no Zulia". Chávez assinalou reiteradamente sua intenção de prender Rosales, a quem vinculou em numerosas ocasiões não só com a corrupção, mas também com o "narcotráfico e o paramilitarismo."

 

"Estou decidido a prender Manuel Rosales; porque uma pessoa como essa deve estar na prisão, não pode ficar solto", ameaçou Chávez em 26 de outubro do ano passado, repetindo insistentemente depois. Nas últimas semanas, o cerco à oposição venezuelana aumentou com a prisão do general Raúl Baduel, ex-aliado de Chávez, de quem foi ministro da Defesa, também por um suposto caso de corrupção.

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