Opositor diz que não se preocupa com 'terrorismo' de Chávez

Manuel Rosales assegurou que isso não evitará sua vitória nas eleições para a prefeitura de Maracaibo

Efe

31 de outubro de 2008 | 21h28

O líder opositor venezuelano e candidato à Prefeitura da cidade de Maracaibo, Manuel Rosales, disse nesta sexta-feira, 31, que não se preocupa com "o terrorismo e a perseguição" que, segundo ele, o presidente Hugo Chávez realiza contra si, ao assegurar que isto não evitará sua vitória nas eleições de 23 de novembro. "(Chávez) É bem-vindo a (estado de) Zulia", e apesar de estar "infringindo a lei ao fazer campanha" eleitoral a favor dos candidatos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), "não nos interessa seu terrorismo gerado por perseguição política nem sua campanha de guerra suja, de guerra psicológica", declarou Rosales. O líder opositor, derrotado no pleito de 2006 que confirmou Chávez no cargo até fevereiro de 2013, declarou a jornalistas que "não há possibilidade" de as acusações de magnicídio, narcotráfico e corrupção contra si impedirem sua vitória nas eleições municipais e regionais de novembro. "Façam o que façam e digam o que disserem, Zulia seguirá ganhando", disse, e acrescentou que sua candidatura goza de "uma pequena vantagem" de 45 pontos em relação à de seu adversário do PSUV, Henry Ramírez. "A cada dia nossa vantagem aumenta", insistiu, e atribuiu parte do "impressionante respaldo" eleitoral o qual supostamente teria à campanha do governante contra si. Rosales previu que a ameaça de Chávez de "colocá-lo preso" não tem apoio em Zulia, onde, em sua opinião, "as pessoas não são tolas" e "não se deixam assustar, porque este é um povo com dignidade que se faz respeitar".

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