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Opositor eleito no Panamá deve tirar país da órbita de Chávez

Milionário Ricardo Martinelli, defensor do livre mercado, vence com mais de 60% dos votos

Agências internacionais,

04 de maio de 2009 | 07h36

O presidente eleito do Panamá, Ricardo Martinelli, prometeu "mais trabalho e mais equidade" perante milhares de seus seguidores, pouco após ser proclamada sua vitória nas eleições gerais realizadas neste domingo no Panamá. A liderança de um defensor do livre mercado deve tirar o Panamá da órbita do bolivarianismo do presidente venezuelano Hugo Chávez.

 

Com cerca de 60% dos votos, o milionário foi eleito presidente, levando em conta a apuração de mais de 80% dos votos. Em segundo lugar ficou a governista Balbina Herrera, com 37%. "Não podemos seguir com um país em que 40% da população é pobre", declarou Martinelli em seu primeiro discurso após o anúncio da vitória. "Agora vamos ver se o que foi prometido será cumprido", afirmou Balbina, acrescentando que a partir de hoje é a líder da oposição.

 

Dono do grupo Super 99, maior cadeia de supermercados do país, Martinelli, de 57 anos, tem o apoio da população de baixa renda, a quem prometeu criar empregos e controlar a inflação. Filho de imigrantes italianos, educado nos EUA, ele prometeu aumentar o gasto público construindo um metrô na Cidade do Panamá e apoiando um programa de habitação popular para estimular a construção civil.

 

Balbina teve apoio do atual presidente, Martín Torrijos, cuja aprovação supera os 55%. Ela tem um passado de confronto com Washington e liderou os protestos contra o ex-presidente dos EUA George Bush pai, que visitou o Panamá após a invasão do país, em 1989, com o objetivo de derrubar o general Manuel Noriega. Durante a campanha, Balbina minimizou a relação com Noriega, que chegou a esconder-se em sua casa durante a invasão.

 

Segundo pesquisa do jornal La Prensa, realizada em abril, Martinelli teria a preferência de 50% dos eleitores, contra 38% de Balbina. Martinelli sucederá Torrijos, que alcançou taxas de crescimento econômico de até 10%. Com a crise econômica global a estimativa é a de que o Panamá não cresça mais do que 3% em 2009.

 

Nestas eleições, um total de 2.211.261 cidadãos maiores de 18 anos foram convocados para escolher o presidente da República, vice-presidente, 71 deputados da Assembleia Legislativa, 75 prefeitos e 20 membros do Parlamento Centro-Americano para o período 2009-2014. Martinelli vai assumir a presidência por 5 anos a partir de 1º de julho.

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