OPS pode avalizar DNA de suposto filho de refém das Farc

Homem que levou a criança ao hospital de San José de Guaviare e sua família estão sob proteção do Estado

Efe,

03 de janeiro de 2008 | 03h01

Os exames de DNA para esclarecer se o menino que está sob os cuidados de uma organização governamental é Emmanuel, o filho da refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Clara Rojas, podem ser avalizados pela Organização Pan-americana da Saúde (OPS) ou por um laboratório europeu. Veja também:Venezuela quer retirar helicópteros que serviriam para resgate  A revelação foi feita nesta quarta-feira, 2, pelo Alto Comissariado para a Paz do Governo colombiano, Luis Carlos Restrepo, em declarações à emissora de TV CM&. Restrepo anunciou ainda que o homem que levou a criança ao hospital de San José de Guaviare, José Crisanto Gómez, está, junto com sua família sob proteção do Estado. Gómez, que chegou a alegar que era o tio-avô e depois que era o pai do menino, admitiu que não possui parentesco com a criança e afirmou que ela "era da guerrilha". Este menino, que poderia ser Emmanuel, foi registrado como Juan David Gómez Tapiero. Segundo Restrepo, o homem atuou sob pressão das Farc para tentar recuperar o menor depois de tê-lo levado em grave estado de saúde ao Hospital de San José de Guaviare, no sudeste da Colômbia. As Farc anunciaram no dia 18 de dezembro que libertariam Clara Rojas, seqüestrada em 2002; seu filho Emmanuel, nascido há mais de três anos de uma suposta relação com um guerrilheiro, e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, refém desde 2001. A libertação devia acontecer no sudeste colombiano no fim da semana passada, mas a operação acabou não se desenvolvendo e atualmente está estagnada. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, foi o primeiro a levantar a hipótese de o filho de Clara Rojas não estar com as Farc, e sim em poder do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF).

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