Organização cubana completa 47 anos buscando evolução

Comitês de Defesa da Revolução (CDR), maior organização social do país, festejaram 47 anos neste sábado

EFE

29 de setembro de 2007 | 01h49

Os Comitês de Defesa da Revolução (CDR), a maior organização social de Cuba e a primeira criada após a vitória da revolução, em 1959, festejaram neste sábado os 47 anos de sua fundação em todo o país com um apelo a seus membros para que "aperfeiçoem os seus métodos e estilos de trabalho". O coordenador nacional dos CDR, Juan José Rabilero, considerou "encorajadores" os resultados do trabalho da organização comunitária, que reúne cerca de 8 milhões de cubanos. "Este será um ano fundamental para a organização. Devemos continuar aperfeiçoando nossos métodos e estilo de trabalho", ressaltou o líder da organização na província de Pinar del Río, no extremo oeste de Cuba. Ao comentar o trabalho da organização no último ano, Rabilero disse que nesse período "são melhores os resultados na batalha contra a corrupção, as ilegalidades, a droga e o crime". Ele acrescentou que se completaram "os planos de doações de sangue e de coleta de lixo reciclável". Mas admitiu que os últimos 13 meses foram "duros" e de "preocupação" com a saúde do líder da revolução, Fidel Castro. No dia 31 de julho de 2006, o presidente delegou provisoriamente seus cargos ao seu irmão Raúl, devido a uma doença intestinal, e ainda está afastado de suas funções políticas. Para Rabilero, "foram meses de reafirmação revolucionária" e no entanto em Cuba "reinou a mais absoluta tranqüilidade, com incontáveis programas da revolução". O dirigente lembrou que foi o próprio Fidel Castro quem criou a maior organização de massas do país, encarregada da "vigilância" na defesa da revolução. "Acabamos de fechar um ano de trabalho árduo, foi possível um movimento de massas em todo o país. Os resultados são encorajadores mas não podemos parar. Temos que melhorar cada um dos indicadores", ressaltou. O dirigente comunitário afirmou que "o combate ao inimigo é a essência diária e sistemática dos CDR". Cuba conta agora com mais de 138 mil comitês, que se encarregam de organizar a vigilância noturna, mobilizar a população para atos políticos e trabalhos sanitários, entre outros.

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