Arquivo/Reuters
Arquivo/Reuters

Organizações de imprensa pedem que Chávez retire medidas contra Globovisión

Comitê enviou carra a Chávez na qual afirma que ordem de prisão contra Zuloaga viola liberdade de expressão

Efe,

15 de junho de 2010 | 20h09

MONTEVIDÉU- Várias organizações internacionais de imprensa solicitaram nesta terça-feira, 15, ao presidente Hugo Chávez a retiradas das medidas administrativas contra o canal Globovisión e seu proprietário, Guillermo Zuloaga, porque violam o direito à informação, segundo as associações.

 

Veja também:

linkChávez afirma que não há país mais democrático que a Venezuela

linkEUA criticam Chávez por ordem de prisão contra dono de TV

 

O pedido foi definido em Paris pelo Comitê Coordenador Global de Organizações de Liberdade de Imprensa, que durante sua reunião semestral, realizada no domingo, resolveu enviar uma carta a Chávez sobre a questão. O conteúdo do texto foi divulgado nesta terça pela Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), com sede em Montevidéu.

 

Além da AIR, formam este comitê a Associação Mundial de Periódicos (WAN-IFRA), o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), a Comissão Mundial de Liberdade de Imprensa (WPFC), o Instituto Internacional de Imprensa (IPI) e a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

 

"O solicitamos que tire o efeito de todo o tipo de medidas administrativas contra a Globovisión e aquelas que podem motivar a justiça a atuar contra o jornalista Guillermo Zuloaga, as quais, em vista das circunstâncias descritas, só buscam cortar liberdade de imprensa e de expressão", indica a missiva.

 

A carta expressa "sua mais profunda condenação" da ordem de prisão ditada na sexta por um tribunal de Caracas contra Zuloaga e seu filho por causa de uma suposta "acumulação" de veículos usados e "usura" em sua venda. O pedido foi aberto pela Procuradoria há mais de um ano e meio.

 

Além disso, o comitê disse observar "com extrema preocupação" como a ordem de prisão contra o presidente da Globovisión foi ditada pouco depois de Chávez "fazer críticas públicas contra a empresa privada e, em particular, qualificar Zuloaga como burguês, atribuindo a ele a capacidade de roubar ou matar".

 

A medida "se soma" às ações destinadas "a limitar e amedrontar" a "linha editorial e ação informativa" da emissora, acrescenta o conglomerado de associações, ao recordar que foram apresentados outros 40 processos judiciais e administrativos contra a emissora.

 

Entre esses processos, destaca-se a acusação feita em abril a Zuloaga pelos crimes de divulgação de informação falsa, ofensa e vilipêndio, após suas declarações durante a reunião semestral da SIP, em Aruba.

 

Por último, o comitê adverte que continuará denunciando os "ultrajes" do governo Chávez "contra a liberdade de imprensa e de expressão ante a comunidade internacional", e recorda o caso da Rádio Caracas Televisão, em maio de 2007, e "o fechamento de 24 emissoras de rádio e cinco canais de televisão".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.