Ortega diz que decisão sobre sua reeleição 'é inapelável'

Após decisão, presidente da Nicarágua atacou os opositores e os chamou de 'resíduos da oligarquia'

Efe

21 de outubro de 2009 | 04h25

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, assegurou na noite da última terça-feira, 20, que a sentença da Corte Suprema de Justiça (CSJ) que elimina o obstáculo legal para sua possível reeleição presidencial em novembro de 2011 "está escrita em pedra e é inapelável".

 

"Essa decisão de segunda-feira já foi reconhecida pelo Conselho Supremo Eleitoral (CSE) e, portanto, já é inapelável e isto é importante estar claro aos oligarcas e vendedores da pátria", disse Ortega em discurso na antiga Casa Presidencial.

 

Na segunda-feira, 19, a CSJ declarou "inaplicável" o artigo da Carta Magna que impede a reeleição presidencial contínua e limita a dois o máximo de mandatos de um presidente, em uma decisão tomada sem a metade dos magistrados titulares da sala.

 

Em suas primeiras palavras depois da decisão, Ortega atacou os que se opõem à sentença, aos que chamou "resíduos da oligarquia" e perguntou por que fazem um "grande alvoroço" muitos deputados não

sandinistas que foram reeleitos em várias ocasiões.

 

O governante aludiu ao ex-presidente Arnoldo Alemán e ao líder opositor liberal Eduardo Montealegre que hoje se reuniram para rejeitar a decisão.

 

O líder pediu aos líderes da oposição que "se acalmem e que não se afoguem em um copo de água", que esperem as eleições presidenciais de novembro de 2011 para que o povo decida com seu voto.

 

"Se nós (os sandinistas) estamos tão mal como dizem, então por que se preocupam? Qual é o medo? Para isso estão os votos", insistiu Ortega.

 

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