Ortega diz que Ingrid Betancourt pode ser assassinada

Líder sandinista reafirma a possibilidade do crime e que este seja atribuído à guerrilha

Efe,

14 de dezembro de 2007 | 03h09

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, disse nesta quinta-feira, 13, que existe um risco da política colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada há cinco anos pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ser assassinada. "Existe esse risco, porque ela está presa na floresta, a milhares de quilômetros de Bogotá. Como não houve respeito à intermediação que estava sendo desenvolvida, existe o risco de assassinato", alertou Ortega durante um discurso em Manágua. Segundo o líder sandinista, "não é fácil garantir que não vão assassinar Betancourt para culpar a guerrilha, porque infelizmente o conflitou chegou a esse extremo na Colômbia". O líder nicaragüense voltou a solicitar às Farc que libertem Betancourt, mas pediu também ao governo colombiano que solte os guerrilheiros detidos pelo Exército. Ele defendeu ainda um diálogo entre o Governo colombiano e as Farc. "O presidente da Colômbia, por pressões, as pressões já sabemos de quem, rompeu a iniciativa que vinha desenvolvendo com o presidente da Venezuela, que já tinham recebido o apoio do presidente da França, Nicolas Sarkozy", acrescentou. Ortega insistiu em que somente com a libertação de todos os detidos poderá começar um diálogo na Colômbia. O presidente nicaragüense foi convidado por Sarkozy a colaborar na solução do conflito.

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