Ossadas achadas podem ser de desaparecidos da ditadura argentina

Uma equipe de especialistas da Argentina encontrou ossadas de sete pessoas em uma província de Neuquén, ao sul, que podem pertencer a pessoas desaparecidas durante a ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1983, disse uma fonte oficial nesta quinta-feira.

REUTERS

12 de março de 2009 | 19h12

Os corpos, que estavam empilhados e alguns virados para baixo, pertenceriam a pessoas que, ao morrer, tinham entre 25 e 30 anos e haviam sido enterradas há 20 ou 30 anos no que seria uma vala comum, segundo os primeiros estudos realizados.

"A princípio, poderá ser apressado garantir que os mortos são desaparecidos na ditadura, mas há indícios que nos conduzem a esta conclusão", disse à Reuters o ministro de Justiça, Trabalho e Segurança da província de Neuquén, César Pérez.

"Encontramos também um cartucho (de bala) que foi utilizado perto de onde estavam os corpos", acrescentou.

Durante a última ditadura militar que governou a Argentina, cerca de 30.000 pessoas foram sequestradas, torturadas e assassinadas na Argentina, segundo denúncias de entidades de direitos humanos. Uma comissão independente confirmou cerca de 11.000 casos.

Em muitas ocasiões, as pessoas foram executadas e enterradas em valas comuns.

As ossadas foram encontradas em uma construção em Chos Malal, Neuquén, e devem se tratar de seis homens e uma mulher.

Nos próximos dias, um grupo de antropólogos continuará analisando o terreno, onde as obras foram paralisadas e uma vigilância foi ordenada.

(Reportagem de Karina Grazina)

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