Oviedo é absolvido de processo por homicídio no Paraguai

Ex-general vence batalha judicial sobre morte de 8 jovens em 1999; ele é candidato à presidência

Daniela Desantis, da Reuters,

10 de março de 2008 | 15h38

O ex-general Lino Oviedo, candidato à presidência do Paraguai nas eleições de abril, venceu nesta segunda-feira, 10, uma nova batalha judicial ao ter seu nome retirado, como resposta a uma medida cautelar, de um processo de homicídio. Oviedo, de 64 anos, ex-chefe do Exército, constava do processo que investiga a morte de oito jovens nas manifestações ocorridas depois do assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, em março de 1999. O juiz Arnaldo Fleitas acatou o pedido dos advogados dele segundo os quais o processo encontrava-se paralisado havia seis meses. O magistrado considerou, sem analisar o mérito da questão, que havia sido cumprido o prazo legal. Oviedo também foi processado como autor intelectual do assassinato de Argaña e foi recentemente inocentado da acusação de tentar desfechar um golpe de Estado, em abril de 1996, contra o então presidente Juan Carlos Wasmosy (no poder de 1993 a 1998). "Estamos muito satisfeitos porque a lei tem sido observada", afirmou a jornalistas José López Chávez, advogado do militar. "Agora, meu cliente enfrenta apenas o caso de magnicídio, no qual apresentamos um pedido semelhante. Quando isso estiver resolvido, Oviedo não voltará mais para a prisão e serão levantadas todas as medidas cautelares impostas contra ele", acrescentou. Depois de ficar mais de três anos preso, Oviedo deixou em setembro de 2007 a unidade militar na qual estava encarcerado e deu início a sua campanha para a eleição de 20 de abril. As pesquisas colocam-no em terceiro lugar, com cerca de 20% das intenções de voto.

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