Oviedo recebe liberdade condicional no Paraguai

Ex-general deixa prisão por cumprir mais da metade da pena por tentativa de golpe de Estado em 1996

Associated Press e Efe,

06 de setembro de 2007 | 13h34

Um tribunal militar paraguaio concedeu nesta quinta-feira, 6, a liberdade condicional ao ex-general Lino César Oviedo, depois de ele cumprir mais da metade de sua sentença de 10 anos por ter tentado derrubar o governo em 1996. Pouco antes do meio-dia (horário local), Oviedo chegou de automóvel no portão de saída da penitenciária Viñas Cué, na periferia de Assunção, e se deteve por poucos minutos para saudar mais de uma centena de militantes de seu partido União Nacional dos Cidadãos Éticos (Punace) que aguardavam sua libertação. Ele saiu do local sem fazer declarações. Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira em Assunção, o major Emiliano Rojas leu a seguinte resolução: considerando o pedido feito por Lino César Oviedo através de seus advogados de defesa, o tribunal decidiu por unanimidade ordenar sua imediata libertação mediante condições". Entretanto, o coronel Carlos Liseras, presidente do painel de três juízes salientou que o ex-comandante do Exército paraguaio "deve a partir de hoje ganhar a vida de forma honesta e legal, sem se envolver com pessoas de má reputação". Segundo Lisera, essas são as únicas condições que devem ser cumpridas por Oviedo com relação ao estatuto militar. "As normas militares não impõem obstáculos à intenção que Oviedo possa ter de fazer política", decidiu. O senador Enrique González Quintana, presidente de Unace, disse que Oviedo vai ao santuário de Nossa Senhora de Caacupé, padroeira do Paraguai, para "pagar uma promessa como cristão, como católico". O santuário fica 54 quilômetros ao leste de Assunção e milhares de paraguaios vão ao local no dia 8 de dezembro. O ex-general foi sentenciado a dez anos de reclusão por tentativa de depor o presidente Juan Carlos Wasmosy em abril de 1996.

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