Padre colombiano denuncia pedofilia e desrespeito à castidade

Sacerdote critica colegas conhecidos no País e diz que 'serviços sexuais' são pagos com o dinheiro de doações

Efe,

22 de agosto de 2007 | 09h56

O sacerdote colombiano Germán Robledo Ángel denunciou nesta terça-feira, 22, que colegas seus em Cali cometeram atos de pedofilia e desrespeitaram o voto de castidade.  São "aberrações" que se acontecem há 10 anos, avisou Robledo à imprensa de Bogotá e Cali. Os "serviços sexuais" são pagos com o dinheiro doado pelos fiéis, acrescentou o sacerdote. Robledo disse ao telejornal do Canal Caracol que ouviu denúncias de rapazes garantindo que o pároco da Catedral de Cali, Fred Potes, "paga para ter relações homossexuais". A igreja "se transformou num antro de sodomia", acusou. Em outra entrevista, falando à rede Caracol Radio, Robledo disse que "há cerca de seis casos conhecidos de sacerdotes que têm amantes e filhos e até denúncias de que não pagam a alimentação das crianças". Em dezembro, Robledo renunciou à Presidência do Tribunal Eclesiástico de Cali, cargo que exerceu durante 23 anos, com uma carta ao arcebispo da cidade, Juan Francisco Sarasti. Ele alegou que seu superior não ofereceu respostas aos relatórios que enviou sobre a situação. Em resposta, segundo o padre, Sarasti agradeceu pela sua preocupação com a "disciplina eclesiástica", mas também disseque era "muito difícil" comprovar as denúncias. Sarasti disse à imprensa colombiana que os fatos estão sendo investigados.

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