Pais de mexicanos mortos em ataque a Farc se queixam de Uribe

Os pais dos estudantes mexicanos mortosno ataque colombiano contra um acampamento guerrilheiro noEquador ameaçaram na quarta-feira processar o presidente daColômbia, Alvaro Uribe, em cortes internacionais, por teraprovado a operação. Pelo menos quatro mexicanos teriam morrido durante aincursão militar que matou o número 2 das Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Raúl Reyes,durante a incursão efetuada por militares e a aviaçãocolombiana no dia 1o, que provocou o rompimento de relaçõesentre Quito e Bogotá. Apoiados por uma organização de esquerda de defesa dosdireitos humanos, os pais dos mexicanos que teriam morrido naoperação querem que Uribe enfrente a Justiça internacional peloque qualificam de "crime de Estado". "Isto é um crime de Estado. Responsabilizo Alvaro Uribe, oseu comandante das Forças Armadas e todos aqueles que ordenarameste crime bestial", disse Marcelo Franco, pai de um dosestudantes mexicanos depois de identificar o cadáver de seufilho em um necrotério de Quito. . Outros parentes dos estudantes e graduados da UniversidadeAutônoma do México (Unam) identificaram os cadáveres das outrasvítimas, mas as autoridades equatorianas têm relutado emconfirmar a identidade deles sem antes ter o resultado dosexames genéticos.As famílias dizem que recorrerão a instâncias internacionaiscom o argumento de que os jovens não tinham nenhuma relação comas Farc e estavam no acampamento para fazer uma pesquisaacadêmica, embora os serviços de inteligência do México digam ocontrário. A atenção também se volta para a mexicana Lucía Morett, quesobreviveu ao ataque e se recupera em um hospital militar. Elaé acusada de manter contatos com forças de esquerda e gruposrelacionados com as Farc, segundo a imprensa do México. (Por Alexandra Valencia)

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