Países árabes e sul-americanos pedem solução pacífica de conflitos

Os líderes de 21 países árabes e 11 sul-americanos pediram nesta terça-feira uma solução pacífica dos conflitos internacionais, no momento em que o mundo árabe está convulsionado por uma guerra civil na Síria, e defenderam a não proliferação de armas nucleares no Oriente Médio.

Reuters

02 de outubro de 2012 | 22h17

Os chefes de governo ou monarcas de ambos os blocos se reuniram em uma cúpula e assinaram a Declaração de Lima, na qual também ratificaram o desejo da Autoridade Palestina de que seus territórios sejam declarados uma nação soberana.

"A declaração conjunta se afirma em conceitos como a paz, o desarmamento e a não proliferação de armas nucleares, a solução pacífica de controvérsias, o respeito aos direitos humanos ... assim como o repúdio a toda forma de terrorismo", disse o presidente peruano, Ollanta Humala, ao resumir o documento discutido na reunião de dois dias.

A cúpula aconteceu em um momento de convulsão no mundo árabe pela guerra civil na Síria, que não impediu desta vez a realização deste encontro já adiado em 2011 pelas revoltas na Tunísia e no Egito, no início da "Primavera Árabe".

A Síria pertence ao bloco, mas foi excluída do encontro em Lima por seus problemas internos com os rebeldes que buscam derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Durante o encontro, a presidente Dilma Rousseff defendeu a não proliferação de armas no Oriente Médio e expressou que o diálogo é a única solução para a paz na Síria.

No Oriente Médio, o único país que teria um arsenal nuclear é Israel, enquanto que o Ocidente teme que o programa nuclear do Irã tenha como objetivo a construção de uma bomba atômica, apesar de Teerã dizer que tem fins pacíficos.

Os líderes concordaram em apoiar os esforços do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de uma melhora da condição de seus territórios, objetivo que havia expressado na semana passada na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Dentro destas expressões vai nosso apoio ao direito do povo palestino à sua independência e soberania e... a viver em paz e em segurança dentro de fronteiras reconhecidas e respeitadas", afirmou Humala em breve discurso na cerimônia de encerramento da cúpula.

(Reportagem de Omar Mariluz, Mitra Taj, Patricia Vélez e Marco Aquino)

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