Países sul-americanos se reúnem na Bolívia para discutir migração

Evento deve definir posição única do bloco para o Fórum Mundial de Migrações, que acontece em novembro

Efe

24 de outubro de 2010 | 22h18

LA PAZ - Delegados de 12 países, incluindo o Brasil, vão debater um plano regional de migração durante a X Conferência Sul-Americana de Migrações, que acontece entre segunda e terça-feira em Cochabamba, centro da Bolívia.

 

O evento vai abordar o Plano Sul-Americano de Desenvolvimento Humano para as Migrações, que os países da região decidiram analisar na Bolívia na edição anterior da conferência, realizada em 2009, em Quito.

 

A Chancelaria boliviana informou que, além do plano, os delegados dos Governos da região vão definir uma posição única e de consenso antes do Fórum Mundial de Migrações, que acontece entre 8 e 11 de novembro, no México.

 

Segundo um diretor do sistema consular boliviano, Alfonso Hinojosa, anunciou em junho, essa linha comum deve destacar que as políticas sobre mobilidade humana "devem ser centradas na pessoa, no migrante" com direitos, em vez de considerá-lo "uma variável de ajuste em momentos de crise" econômica.

 

O evento será inaugurado com um ritual andino com participação da diretora geral adjunta da Organização Internacional de Migrações (OIM), a costarriquenha Laura Thomson; do chanceler boliviano, David Choquehuanca; e autoridades locais.

 

Na cerimônia inaugural, o representante da delegação equatoriana, Leonardo Carrión, fará a transferência da Presidência pró tempore da Conferência à Bolívia.

 

Na terça-feira a Conferência abre um espaço a representantes de diversas organizações sociais para que expressem seus pontos de vista sobre migração, meio ambiente e mudança climática.

 

O Governo de Evo Morales expressou seu desejo de liderar a América do Sul contra políticas de "países que criminalizam os imigrantes", e citou como exemplo a Direção de Retorno da União Europeia.

 

Morales também pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que freie a "injusta e mais dura lei migratória" do país, em alusão à polêmica Lei do Arizona.

 

Além do Brasil, devem participar delegados de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

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