Paloma perde força e se transforma em tempestade tropical

Furacão enfraquece sobre Cuba, mas ainda castiga a ilha com fortes chuvas, inundações e ondas de até 6 m

Efe e Reuters,

09 de novembro de 2008 | 12h05

O furacão Paloma perdeu força neste domingo, 9, e se transformou em tempestade tropical sobre Cuba depois de derrubar árvores, danificar casas e destruir uma torre de telecomunicações quando atingiu a ilha com ventos de até 195 quilômetros por hora. O fenômeno foi o terceiro a castigar a ilha nesta temporada de furações do Atlântico.   O Paloma tocou terra em Cuba no sábado como um furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson, de cinco níveis. Mais tarde, chegou a categoria 1, com ventos máximos de 136 km/h, enquanto atravessava a ilha em direção ao oceano, segundo meteorologistas do Centro Nacional de Furações dos EUA (NHC, na sigla em inglês). Até o momento, não há informações sobre mortos ou feridos por causa do ciclone.   A televisão estatal cubana informou sobre cortes de energia e serviços telefônicos em várias cidades e que uma torre de telecomunicações foi derrubada na região em que o furacão tocou o solo. Ondas de até 6 metros causaram inundações na costa, levando o mar para até 700 metros da praia e forçando centenas a deixarem suas casas.   Paloma chegou à costa sudeste de Cuba apenas 10 semanas depois de outros dois ciclones arrasarem a ilha, causando sete mortes e deixando perdas calculadas oficialmente em US$ 8,6 bilhões. Estava previsto que o furacão saísse, enfraquecido, pela costa nordeste da maior ilha das Antilhas, rumo às Bahamas, talvez como tempestade tropical, mas o fenômeno se dissolveu antes.   Desde sexta-feira passada, foram retiradas milhares de pessoas em várias províncias do leste cubano, incluindo povoados inteiros de áreas baixas e litorâneas, que correm risco de eventuais inundações e deslizamentos de terra. A Defesa Civil manteve em "alerta ciclônico" as províncias de Camagüey, Las Tunas, Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo, assim como o sul de Ciego de Ávila, e deixou em níveis inferiores de alerta o resto do país, com 11,2 milhões de habitantes. No sábado, a Aeronáutica Civil suspendeu todos os vôos nacionais, exceto os dirigidos à Isla de la Juventud, ao sul do extremo oeste de Cuba.   Na atual temporada de ciclones no Atlântico norte, que começou em 1º de junho e acabará em 30 de novembro, houve a formação de 16 tempestades tropicais, das quais oito viraram furacões, incluindo o Paloma.

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