Panamá afirma que base militar dos EUA no país é impossível

O Panamá descartou abrigar umabase militar norte-americana para repor uma base desativadapelo governo de Quito no Equador, afirmou uma autoridadepanamenha nesta sexta-feira. Panamá --assim como Peru e Colômbia-- foram cotados como umpossível local para substituir a base aérea de Manta, no oestedo Equador, um ativo estratégico chave para a campanha deWashington para impedir que a cocaína da América Latina chegueaos Estados Unidos.O presidente equatoriano Rafael Correa, aliado do venezuelanoHugo Chávez, jurou cortar seu braço antes de permitir queWashington mantenha a sua base após o fim do contrato em 2009. O Exército norte-americano afirmou que gostaria de acharoutro lugar para conter as ações dos narcotraficantes. O ministro da Justiça do Panamá, Daniel Delgado, afirmouque seu país possui uma história turbulenta com os EUA o quetorna um acordo impossível. "Não haverá bases ou instalações (no Panamá)", afirmouDelgado à Reuters. No entanto, o Panamá possui ligações fortes com os EUA, opaís da América Central só conseguiu a sua soberania quandoWashington entregou o controle sobre o Canal de Panamá e asterras ao redor dele. A localização estratégica e a infra-estrutura militarnorte-americana deixada após o fim do controle dos EUA sobre ocanal significa que o lugar seria um substituto atrativo para abase de Manta, afirmaram analistas militares. Autoridades de combate as drogas norte-americanas estimamque 80 por cento da cocaína que chega aos EUA vinda da Américado Sul passa pelas águas do Panamá.O Panamá, que dispensou o seu Exército após a queda do ditadormilitar Manuel Noriega em 1989, recentemente anunciou que iráreformar os serviços de segurança para impulsionar os esforçospara combater o narcotráfico e procura fundos norte-americanopara financiar o projeto. (Reportagem de Andrew Beatty)

REUTERS

04 de julho de 2008 | 22h34

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