Alberto Lowe/Reuters
Alberto Lowe/Reuters

Panamá confirma pedido de extradição para ex-ditador Noriega

Autoridades querem se certificar de que general cumprirá pena também no país

Efe

28 de abril de 2010 | 14h21

O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, confirmou nesta quarta-feira, 28, que seu país pedirá a extradição do ex-ditador Manuel Antonio Noriega, embora tenha dito também que o futuro dessa petição dependerá da França, para onde o general foi extraditado na segunda-feira a partir dos EUA, onde já cumpria pena.

 

"O Panamá vai fazer o pedido de extradição assim como mandam nossas leis, mas tudo depende do governo francês", disse Martinelli em sua primeira declaração oficial sobre o assunto. O presidente confirmou a posição que vinha sendo manifestada pela chancelaria panamenha nos últimos dias.

 

Noriega foi extraditado dos EUA para a França na segunda. Em Miami, o ex-ditador cumpria uma pena de 17 anos de prisão por narcotráfico. Em Paris, deverá cumprir outros dez anos por lavagem de dinheiro.

 

O chanceler panamenho, Juan Carlos Varela, indicou que será solicitada ao Poder Judiciário e ao Ministério Público uma "posição formal para iniciar um processo novo" de extradição a partir da França.

 

"Não vamos permitir que Noriega esteja um dia sequer foram de uma prisão panamenha quando deixar a prisão na França. O Panamá se certificará de que Noriega deve cumprir suas condenações neste país e não haverá nenhum risco nisso", completou o chanceler.

 

Sobre a idade de Noriega (75 anos) e a possibilidade de que ele passe parte da pena em prisão domiciliar, Varela indicou que isso "seria uma decisão do juiz". "Como chanceler, estou cumprindo minha função, mas não posso tomar decisões que caberiam a um juiz, como se poderá ir para casa ou se terá de ir para uma prisão", disse.

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