Divulgação / Vatican Media / EFE
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Papa diz que freiras fofoqueiras são piores que 'terroristas'

Durante encontro descontraído no centro de Lima, no Peru, líder religioso comparou fofoca a atuação de grupo guerrilheiro Sendero Luminoso

O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2018 | 17h43

O papa Francisco comparou freiras que espalham fofocas a “terroristas” neste domingo, assegurando que a prática é “pior que a de Ayacucho anos atrás”, em referência aos anos de atividade do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso no Peru. No último de seus quatros dias de visita ao país andino, o pontífice se reuniu com quinhentas freiras contemplativas no Santuário das Nazarenas, no centro de Lima, antes de partir para a Catedral para rezar perante as relíquias dos santos peruanos e encerrar a viagem com uma missa a uma multidão.

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Em um encontro descontraído, no qual o religioso argentino não teve dúvidas ao intercalar piadas em meio a seu discurso sobre a unidade da igreja e a vocação das freiras para a oração, o papa afirmou que as fofocas devem ser evitadas no convento, pois são inspiradas pelo demônio.

“Sabem o que é uma freira fofoqueira? Terrorista. Pior que Ayacucho anos atrás. Porque a fofoca é como uma bomba (...), como o demônio. Atira a bomba, destrói tudo e vai embora tranquila. Freiras terroristas, não. Sem fofocas”, afirmou.

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“Já sabem que o melhor remédio para não fofocar é morder a língua. A enfermeira vai ter trabalho, porque a língua de vocês vai inflamar, porém não vão atirar a bomba. E lembrem-se dos terroristas de Ayacucho quando quiserem fazer uma fofoca”, disse, em meio ao riso das pessoas presentes.

Ayacucho foi o berço da luta do grupo maoísta do Sendero Luminoso contra as forças de segurança do Peru, que deixou ao menos 69 mil mortos e desaparecidos durante uma guerra que durou duas décadas no fim do século passado, segundo dados oficiais. / Reuters

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