Para Chile, eleição de Fujimori no Japão não muda sua situação

A eleição ou não de Alberto Fujimori para o cargo de senador no Japão, no domingo, não vai afetar a situação judicial do ex-presidente peruano, que permanece sob prisão domiciliar no Chile à espera de uma decisão sobre sua possível extradição para o Peru, disse na quinta-feira o governo chileno. Fujimori, que no sábado completa 69 anos de idade, está detido num condomínio de luxo ao norte de Santiago, de onde coordena à distância sua campanha para as eleições parlamentares japonesas, por um partido pequeno do Japão. O resultado da eleição no Japão "não teria nenhum efeito" sobre a situação dele, disse o porta-voz oficial do governo, Ricardo Lagos Weber, a correspondentes estrangeiros. Fujimori é filho de imigrantes japoneses. Ele foi destituído do cargo de presidente do Peru em 2000, depois de dez anos no poder, em meio a um escândalo de corrupção. Desde então, vinha se refugiando no Japão, até sua chegada de surpresa ao Chile, em 2005. Lagos ressaltou que o governo chileno cumprirá a decisão da Sala Penal da Corte Suprema, que vai decidir de ratifica ou rejeita o veredicto do ministro Orlando Alvarez, que negou a extradição de Fujimori ao Peru, por falta de provas. O Peru acusa Fujimori de corrupção e de violação dos direitos humanos, e recorreu da decisão de Alvarez. "O fundamental aqui é que o senhor Fujimori, assim como as partes interessadas na extradição, leia-se o governo peruano, todos tiveram acesso a um juízo transparente, informado, e desse ponto de vista as instituições do Estado de Direito funcionaram", disse Lagos.

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