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Para deputado mexicano, homossexuais são 'potenciais pedófilos'

Christian Vargas, do PRI, quer anular lei que permite a adoção de crianças por casais gays

Efe

18 de março de 2010 | 03h59

Um deputado mexicano deu uma declaração polêmica nesta quarta-feira, ao dizer que os homossexuais têm direito a se casarem, mas não a adotar crianças, pois são "potenciais pedófilos".

 

Christian Vargas, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), conhecido por declarações e atos polêmicos, disse à WRadio que os homossexuais "têm tendência a violar crianças e não cuidar bem deles", garantindo que conhece uma pessoa que foi violada por seu padrasto homossexual.

 

O parlamentar tentará anular uma lei recente sobre a possibilidade de casais homossexuais adotarem crianças. Para Vargas, os homossexuais "podem se casar, pois têm direito de fazer o que quiserem de suas vidas, mas não têm o direito de afetar as vidas de terceiros".

 

As afirmações provocaram reações por parte de alguns setores homossexuais, que  prestaram duas queixas em diferentes tribunais contra o deputado por homofobia.

 

Se o legislador "sabe de um homossexual que tenha violado alguma criança ou pessoa, que o denuncie. Não vamos defender ninguém; os homossexuais são tão bons ou maus como as demais pessoas", disse o ativista Gabriel Gutiérrez, responsável um site de notícias destinado ao público homossexual.

 

Vargas assegura que conta com o apoio de outros companheiros de sua bancada, como Israel Betanzos, também do PRI, que na semana passada disse à imprensa que vai colocar "cadeados" para frear as adoções por casais do mesmo sexo.

 

O partido dos deputados divulgou comunicado assinalando que "não compartilha as declarações pessoais" dos parlamentares sobre o assunto.

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