Para Equador, Conselho de Defesa possibilita zona de paz

Um mecanismo de cooperação como este vai transformar a América Latina, diz vice-ministra do país

Redação com agências

09 de março de 2009 | 15h50

A vice-ministra de Defesa do Equador, Lourdes Rodríguez, disse nesta segunda-feira que a criação do Conselho de Defesa sul-americano é um momento histórico que possibilita um espaço de paz na região.  "Um mecanismo de cooperação como este vai transformar a América Latina em uma zona de paz", disse. Veja também: Conselho de Defesa se reúne hoje no ChileOs 12 ministros da Defesa dos países que fazem parte do Conselho de Defesa Sul-Americano estarão reunidos em Santiago do Chile, hoje e amanhã, para discutir uma agenda de 16 pontos que pretende lançar as bases para uma maior articulação das políticas regionais que envolvam suas Forças Armadas. O conselho foi criado em maio de 2008, a partir de uma proposta do governo brasileiro, e funciona como uma instância da recém-criada União de Nações Sul-Americanas (Unasul).Na época de sua criação, a região vivia a ameaça de um conflito armado internacional envolvendo a Colômbia, de um lado, e o Equador e a Venezuela, de outro. As tensões entre os três países haviam surgido dois meses antes, em março, quando as Forças Armadas colombianas realizaram um ataque contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou a mobilização de suas tropas ao longo da fronteira com a Colômbia, declarando apoio ao Equador num eventual conflito.Agora, às vésperas do primeiro encontro de ministros de Estado do Conselho de Defesa Sul-Americano, as tensões entre os três países voltaram a surgir depois que o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, reafirmou publicamente que a Colômbia se dá o direito de atacar guerrilheiros das Farc mesmo fora de suas fronteiras.

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