Para EUA, não há indicativos de que saúde de Fidel piorou

Funcionários da Casa Branca e ministro cubano reagiram a insistentes rumores vindos de Miami

Agências internacionais,

24 de agosto de 2007 | 18h28

Altos funcionários do governo americano confirmaram nesta sexta-feira, 24, a existência de boatos de que a saúde de Fidel Castro piorou, mas afirmaram não haver indicativos de que a informação seja verdadeira. Segundo a rede americana NBC, os membros da Casa Branca disseram que nada de pouco usual foi detectado em Havana, embora Miami esteja "pegando fogo" com os rumores. De passagem por Brasília na quinta-feira, 23, o ministro de Relações Exteriores de Cuba, Felipe Perez Roque, teve de se pronunciar sobre os insistentes comentários das últimas semanas de que a saúde de Fidel Castro teria se deteriorado. "Fidel está bem e muito disciplinado em seu processo de recuperação", disse Pérez Roque a jornalistas durante o III Fórum de Cooperação América Latina-Leste Asiático. "Ele está sendo informado e consultado constantemente", respondeu o diplomata ao ser perguntado se o comandante de 81 anos continuava acompanhando os assuntos cubanos. As últimas imagens de Fidel foram ao ar no dia 5 de junho, quando a televisão cubana exibiu uma entrevista gravada em que o líder aparecia ainda magro, porém atento. Sofrendo de problemas intestinais e submetido a delicadas cirurgias, Fidel foi obrigado a entregar suas funções a seu irmão Raúl em 31 de julho do ano passado, a primeira transferência de poder em Cuba desde a Revolução Cubana, em 1959.

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