Para Evo, América do Sul resolve pela 1ª vez seus problemas

Presidente da Bolívia se surpreende com a solidariedade dos líderes e movimentos dos países da Unasul

Efe,

16 de setembro de 2008 | 02h15

O presidente da Bolívia, Evo Morales, se mostrou nesta segunda-feira, 16, "surpreendido" com a solidariedade dos líderes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Ele destacou que pela "primeira vez na história" da América do Sul os países da região decidem resolver seus próprios problemas.   Veja também: Missão da OEA vai à Bolívia para tentar conter crise Brasil quer que texto da Unasul não cite EUA, diz jornal Cúpula para Bolívia não será palco de radicalismos, diz Chile Lula pretende convencer Evo a aceitar ajuda Entenda os protestos da oposição na Bolívia Entenda o que é a Unasul Enviada do 'Estado' mostra o fim dos bloqueios Imagens das manifestações   Chávez aproveita deterioração diplomática dos EUA   "Pela primeira vez na história sul-americana, os países da região decidem resolver os problemas da América do Sul", afirmou Morales, após o fim da "reunião de urgência" convocada pela governante chilena, Michelle Bachelet, - presidente temporária do bloco - para analisar a crise da Bolívia.   O líder boliviano lembrou que antes a solução de alguns assuntos internos ou bilaterais da região era tratada antes "inclusive" nos Estados Unidos. "Felizmente começamos resolver nossos assuntos mediante a Unasul e agora (estamos) muito mais comprometidos para aprofundar essa integração sul-americana", ressaltou Morales em Santiago. "A ação da América do Sul é para defender a vida, a igualdade, e a identidade", acrescentou.   O líder, que reiterou seu agradecimento a Bachelet por convocar esta reunião extraordinária, destacou ainda que o bloco trabalha pela unidade da América do Sul e "neste momento pela unidade dos bolivianos e bolivianas".   Além disso, agradeceu a "posição firme de defender a democracia e a unidade do povo boliviano". Morales se mostrou "surpreendido com a solidariedade dos 12 governos, nove presidentes, um chanceler e dois embaixadores que estavam nesta reunião", detalhou.   "Esperamos que os grupos opositores entendam esse manifesto da América do Sul, não somente dos presidentes, porque também recebi declarações públicas dos movimentos sociais da região e do mundo", ressaltou Morales.   O presidente da Bolívia afirmou ainda que o governo e os movimentos sociais "trabalham sempre buscando a igualdade dos bolivianos e bolivianas".

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