Para Farc, morte de Reyes deixa França sem interlocutor

Número 2 da guerrilha foi morto no início de março em um ataque colombiano ao território equatoriano

Efe,

15 de abril de 2008 | 01h36

A recente morte do número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, deixou a França sem um interlocutor guerrilheiro autorizado, assegurou o dirigente rebelde Ivan Márquez, em declarações publicadas nesta segunda-feira, 14, pela Agência Bolivariana de Imprensa (ABP). "O designado pelo Secretariado (comando central) das Farc para falar com a delegação do Governo francês era o comandante 'Raúl Reyes'", advertiu o insurgente. "Mas, como todos sabem, 'Raúl' foi abatido em um ataque militar dos Governos da Colômbia e dos Estados Unidos em território equatoriano, violando flagrantemente a soberania desse país e a lei internacional", acrescentou Márquez, como é conhecido Luciano Marín, um dos sete membros do comando central rebelde. Raúl Reyes, que era porta-voz e membro do Secretariado das Farc, morreu no dia 1º de março junto a outras 25 pessoas, em uma operação militar colombiana contra um acampamento das Farc em território equatoriano. "Esta (a morte de 'Reyes') é a razão pela qual o Governo francês não pôde entrar em contato com as Farc", insistiu "Márquez". O líder rebelde afirmou que, por isso, "as Farc não têm um interlocutor" para assuntos como a missão médica humanitária que a França enviou à Colômbia este mês para ajudar a ex-candidata presidencial colombo-francesa Ingrid Betancourt e outros doentes no grupo de 40 seqüestrados que a guerrilha tenta trocar por 500 insurgentes presos. A missão retornou à França depois de seis dias sem ter realizado a tarefa estipulada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

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