Para Kouchner, Chávez deve voltar a ser mediador com as Farc

Chanceler francês afirma que trabalho do venezuelano foi importante para que guerrilha libertasse seis reféns

Efe,

30 de abril de 2008 | 03h16

O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse nesta terça-feira, 29, em Bogotá que "todos vão comemorar" se o presidente venezuelano, Hugo Chávez, retomar o papel de mediador na libertação dos seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Não escondemos do presidente (colombiano) Álvaro Uribe que o presidente Chávez desempenhou um papel muito importante e ainda pode desempenhar, e eu acho que todos vão comemorar isso", afirmou Kouchner na capital colombiana. O chanceler francês lembrou que foi graças ao trabalho de Chávez como mediador que as Farc libertaram este ano seis das pessoas que mantinham como reféns. Entre os libertados se encontrava Clara Rojas, ex-companheira de chapa da ex-candidata presidencial colombo-francesa Ingrid Betancourt, assim como cinco ex-congressistas, todos eles com uma média de seis anos em cativeiro. As Farc os libertaram de maneira unilateral depois de a mediação de Chávez ter sido suspensa por Uribe. "Agora não sabemos se haverá mais libertações de reféns", lamentou Kouchner, que admitiu que a recente morte de "Raúl Reyes", número dois da guerrilha e porta-voz internacional das Farc, pôs fim a "um contato muito valioso". O líder rebelde morreu no dia 1º de março em um bombardeio colombiano a seu acampamento em território equatoriano, o que levou o presidente do país vizinho, Rafael Correa, a romper relações com Bogotá.

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