Para negar acusações, Equador divulga arquivos secretos

O Equador divulgou na quarta-feira umconjunto de arquivos secretos a fim de tentar desqualificar asacusações colombianas de que o governo local apoiaria aguerrilha Farc e não tomaria providências para impedir suasoperações em território equatoriano. A Interpol (polícia internacional) deve apresentar nospróximos dias um relatório sobre os arquivos encontrados emcomputadores do líder rebelde Raúl Reyes, morto em março numbombardeio colombiano em território do Equador. "Exigimos, da mesma maneira como estamos desclassificando[retirando o sigilo] documentos reservados, que eles [aColômbia] sejam capazes de demonstrar esse tipo de afirmações",disse a jornalistas o ministro equatoriano da Defesa, JavierPonce, referindo-se às acusações lançadas por Bogotá,supostamente com base nos dados obtidos nos computadores doguerrilheiro morto. De acordo com o governo colombiano, as Farc teriaminclusive dado apoio a Correa na sua eleição como presidente doEquador, em janeiro de 2007. Correa nega as acusações e diz que o presidente daColômbia, Álvaro Uribe, é um "mentiroso" que tentadesprestigiá-lo no cenário internacional. Em meio aos esclarecimentos do governo, o MinistérioPúblico determinou a prisão preventiva de três sobreviventes doataque colombiano contra o acampamento da guerrilha no Equador. O pedido é parte de uma investigação iniciada por Quitopara determinar a vinculação da mexicana Lucía Morett e dascolombianas Martha Pérez e Doris Torres Bohórquez com as Farc. As três mulheres deixaram o Equador antes que tivessem aprisão decretada. A Nicarágua lhes concedeu asilo político. "Continuaremos com a investigação processual e pediremos aextradição", disse o promotor Washington Pesántez. O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia porcausa da violação do seu território. Os dois países têm umafronteira comum de cerca de 600 quilômetros, que se tornou nosúltimos tempos área de operação de grupos armados enarcotraficantes. (Por Alexandra Valencia)

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