Lynne Sladky/AP
Lynne Sladky/AP

Para ONG, gestão dos EUA no aeroporto do Haiti é criminosa

Voluntários tiveram de usar linha de seda para suturas devido a atraso na chegada de equipamentos

Efe,

21 de janeiro de 2010 | 17h10

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou nesta quinta-feira, 21, que a má gestão do Exército dos Estados Unidos no aeroporto de Porto Príncipe, a capital do Haiti, gera atrasos na distribuição de ajuda e está causando mortes.

 

Em declarações à Agência Efe, o diretor de comunicação da MSF na Espanha, Jaume Codina, chamou de criminosa a gestão do aeroporto pelos EUA, que está desviando para a República Dominicana voos com ajuda humanitária. Segundo ele, isso atrasa em até 24 horas a chegada de auxílio ao Haiti.

 

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Um dos aviões desviados para a República Dominicana levava ajuda enviada pela Médicos sem Fronteiras. O atraso na chegada de equipamentos obrigou os voluntários da ONG, de acordo com o porta-voz, a utilizar para as suturas linha de seda comprada no mercado local.

 

Codina explicou que os médicos da organização estão realizando amputações em dez salas de cirurgia, uma delas instalada em um contêiner, e comparou a situação no Haiti com a da Primeira Guerra Mundial.

 

"Não há fluência, o aeroporto é um gargalo logístico e gostaríamos de saber quais são as prioridades dadas ao Exército dos EUA", reclamou Codina.

 

O grande terremoto, de 7 graus, aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Segundo autoridades, o número de mortos na catástrofre pode chegar a 200 mil.

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