Para Suíça, mediação com Farc não compromete seu governo

Colômbia acusou diplomata suíço de ter relações com guerrilha, após descobrir dados no lapotop de Reyes

Efe,

06 de julho de 2008 | 19h42

A Embaixada da Suíça na Colômbia afirmou neste domingo, 6, que a mediação desenvolvida com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo suíço Jean-Pierre Gontard para a libertação de seqüestrados não compromete seu governo. O embaixador Thomas Küpfer afirmou que Gontard não é diplomata, "mas um assessor externo com um mandato relativo à busca de uma solução humanitária".   Veja também: 77% dos colombianos apóiam terceiro mandato de Uribe O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt   Küpfer se referiu em comunicado a declarações do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, que afirmou em entrevista publicada pelo jornal El Tiempo que Gontard era o "portador" de US$ 500 mil confiscados das Farc na Costa Rica. Santos disse que "Gontard vai ter de explicar por que aparece nos e-mails de 'Raúl Reyes' como o portador" do dinheiro, referindo-se aos dados do computador do "número dois" da guerrilha colombiana.   Reyes foi morto em 1º de março pelo Exército da Colômbia, em uma operação em território equatoriano, que gerou uma crise diplomática entre os dois países. O embaixador suíço em Bogotá explicou que Gontard interveio em 2000 no caso de dois funcionários de uma multinacional da Suíça seqüestrados, e não descartou que estes tivessem sido libertados após um pagamento de resgate.   "No entanto, o Governo suíço desconhece se tal transação aconteceu e não tem nenhum conhecimento de que o senhor Gontard tenha participado dela. Também não podemos dizer se este caso tem relação com o dinheiro encontrado na Costa Rica", acrescentou.   O embaixador lembrou também que há poucas semanas emissários de Suíça e França, que promovem um acordo humanitário para a libertação dos reféns das Farc, fizeram gestões na Colômbia, mas esclareceu que o fato de coincidir com o resgate "é pura casualidade".   No mesmo comunicado, o governo suíço reiterou "sua imensa alegria" pela libertação das 15 pessoas seqüestradas, entre elas a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, e fez "um forte apelo às Farc para que libertem todos os reféns da maneira mais rápida".

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