Para vice colombiano, libertação de Betancourt será difícil

A política franco-colombianasequestrada pelas Farc, Ingrid Betancourt, estaria entre asúltimas vítimas a serem libertadas num eventual acordohumanitário negociado pelo governo colombiano, devido a seualto valor para os rebeldes, disse nesta quarta-feira ovice-presidente da Colômbia. Francisco Santos, que está em Washington buscando apoiocontra a guerrilha, afirmou que a enorme divulgação do caso deBetancourt, cujas fotos e vídeos em cativeiro rodaram o mundo,aumentou o "preço" da ex-candidata presidencial para oprincipal grupo guerrilheiro colombiano. "Certamente a publicidade que muitas cidades franceses,cidades belgas e cidades italianas, com a bem intencionadadecisão de transformar Ingrid numa cidadã de honra, fez com queaumentasse o preço por Ingrid", disse Santos em evento nocentro de investigação Diálogo Interamericano. "Neste sentido, o que fizeram foi torná-la uma refém devalor tão alto que provavelmente será a última a sair",admitiu. De acordo com Santos, os Estados Unidos têm agidocorretamente ao manter sem alarde a situação de trêsnorte-americanos que também estão sequestrados. O governo colombiano realiza uma nova tentativa deconseguir a libertação de 47 reféns políticos, incluindoBetancourt, pela troca de 500 rebeldes das Farc, depois que amediação realizada pelo venezuelano Hugo Chávez foi suspensapelo presidente Alvaro Uribe. A decisão de Uribe de impedir a participação da Chávez foiduramente criticada por familiares de alguns reféns, e gerouuma crise diplomática entre os dois países vizinhos. (Reportagem de Adriana Garcia)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.