Paraguai pede que Brasil revogue refúgio a acusados de sequestro

O governo do Paraguai ampliou nesta quinta-feira os argumentos de um pedido para que o Brasil revogue o status de refugiados a três cidadãos paraguaios acusados de sequestro, após apresentar documentos que os vinculariam à principal guerrilha da Colômbia.

REUTERS

18 de fevereiro de 2010 | 16h26

A chancelaria paraguaia disse que o diretor de Assuntos Jurídicos, Carlos Fleitas, entregou os documentos a autoridades dos Ministérios das Relações Exteriores e da Justiça do Brasil e ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).

Os documentos ampliam uma solicitação apresentada pelo Paraguai há duas semanas e afetam Juan Arrom, Anuncio Martí e Víctor Colmán, processados pelo sequestro da mulher de um conhecido empresário em 2001.

Os dois primeiros foram torturados durante a investigação do sequestro pelas forças de segurança, e com isso obtiveram refúgio no Brasil, onde vivem atualmente.

O reforço da solicitação foi feito assim que as autoridades colombianas autorizaram a entrega de documentos atribuídos às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) contendo e-mails entre chefes do grupo e membros do partido Patria Libre, dirigido então por Arrom.

"Foi reiterado o legítimo direito do Paraguai de reclamar a soberania jurídica de julgar todos os feitos puníveis perpetrados dentro do território paraguaio", ressaltou um comunicado da chancelaria.

O Paraguai apresentou um pedido de extradição dos três processados em 2006, que foi recusado pelo Brasil porque os processados contavam com o status de refugiados.

(Reportagem de Mariel Cristaldo)

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