Paraguai prende suposto líder de grupo criminoso do norte do país

Exército do Povo Paraguaio (EPP) comete crimes como sequestros e trafica drogas perto da fronteira

Efe

06 Maio 2010 | 16h49

ASSUNÇÃO - Um suposto líder do Exército do Povo Paraguaio (EPP), o grupo criminoso que atua no norte do Paraguai, foi detido nesta quinta-feira, 6, no noroeste do país, fora das regiões declaradas em estado de exceção há 12 dias.

 

Julián de Jesús Ortiz está na lista de procurados por quem o governo oferece recompensas de até 500 milhões de guaranis (US$ 105 mil) e que são acusados de sequestros e assassinatos de policiais, militares e civis no norte do Paraguai.

 

O ministro do Interior, Rafael Filizzola, disse à imprensa que Ortiz foi detido em Teniente Pico, a 550 quilômetros de Assunção, na região do Chaco. A captura, segundo ele, é fruto de um trabalho da inteligência desenvolvido nos últimos dias.

 

O detido trabalhava como peão de fazenda e será levado a Assunção para confirmar sua identidade. "Com isso, somamos 17 pessoas detidas pertencentes ao EPP nos últimos meses", explicou Filizzola, que reiterou o compromisso do presidente Fernando Lugo de desmantelar a guerrilha.

 

A detenção de Ortiz aconteceu na fronteira com a Bolívia e a Argentina e perto de Alto Paraguai, uma das cinco regiões declaradas em estado de exceção após o assassinato de um policial e três civis no nordeste do país.

 

Segundo a Promotoria, Ortiz participou do sequestro do criador de gado Luis Lindstron, libertado em agosto de 2008 depois de 40 dias em cativeiro e após o pagamento de US$ 300 mil em resgate.

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