Paraguai protesta contra mobilização militar brasileira na divisa

Assunção expressa 'estranheza' e pede explicações por movimentação não comunicada em Foz do Iguaçu

Efe,

08 de abril de 2009 | 21h20

O governo do Paraguai protestou nesta quarta-feira, 8, e exigiu explicações por causa da mobilização militar do Brasil em Foz do Iguaçu, vizinha à paraguaia Ciudad del Este, a 330 quilômetros de Assunção. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai manifesta sua "estranheza pela mobilização militar da Marinha brasileira, situação que não foi comunicada às autoridades desta chancelaria."

 

"Este tipo de manobra em uma área fronteiriça não contribui para o desenvolvimento de uma relação de confiança e respeito que tem que haver entre os dois povos que compartilham um espaço geográfico", afirma o ministério paraguaio. "Além disso, a operação militar gera todo tipo de especulação que se contrapõe ao espírito que deve sobressair no projeto de integração do Mercosul", cuja Presidência semestral está atualmente nas mãos do Paraguai.

 

O texto acrescenta que o ministério "solicitará às autoridades do Brasil as informações pertinentes sobre a referida operação militar", semelhante a outras registradas em algumas ocasiões anteriores e que também tinham gerado o protesto das autoridades paraguaias.

 

Nesse sentido, o presidente paraguaio, Fernando Lugo, expressou, em 21 de novembro do ano passado, o mal-estar de seu governo devido à entrada de militares brasileiros no Paraguai durante manobras na fronteira, e defendeu que esse tipo de fato não deveria se repetir. Lugo se expressou nesses termos em referência à presença de cerca de 30 militares brasileiros, com apoio de tanques e veículos de artilharia, no departamento de Canindeyú, no leste do Paraguai.

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