Paraguai reconhece Estado palestino com fronteiras de 1967

O Paraguai anunciou na sexta-feira o reconhecimento do Estado palestino dentro das fronteiras que existiam antes da Guerra dos Seis Dias em 1967, uma decisão que foi adotada recentemente por outros países sul-americanos e que Israel considerou um obstáculo para o processo de paz.

REUTERS

28 de janeiro de 2011 | 15h34

A chancelaria paraguaia expressou o reconhecimento em uma declaração e disse que "as negociações bilaterais diretas entre Israel e a Autoridade Palestina, atualmente paralisadas, são fundamentais para alcançar a paz e a segurança".

A Argentina e o Brasil anunciaram o mesmo em dezembro passado, uma determinação que Israel considerou prejudicial e um sinal de interferência de nações que nunca fizeram parte do processo de paz no Oriente Médio.

O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, William Burns, disse pouco depois durante uma visita a Santiago, no Chile, que acreditava que a decisão era prematura.

Outros países como Chile e Peru reconheceram o Estado palestino, mas sem detalhar fronteiras. O chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, disse que a Colômbia e o Suriname eram as nações sul-americanas que não haviam se posicionado oficialmente sobre o tema.

O Estado israelense disputa a reivindicação palestina sobre toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, terras capturadas na guerra dos Seis Dias. As negociações por um acordo de paz foram paralisadas várias vezes durante os últimos anos.

A informação sobre o reconhecimento foi divulgada pouco antes de uma cúpula entre os países árabes e sul-americanos, que será realizada em fevereiro em Lima, no Peru.

(Reportagem de Daniela Desantis)

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