Paraguaios protestam por falta de vacina contra febre amarela

Dezenas de paraguaios fecharam naquarta-feira uma estrada que liga dois municípios da áreametropolitana da capital para exigir que todos os moradores daregião sejam vacinados contra a febre amarela, devido àsuspeita de um novo surto. Autoridades admitiram na terça-feira que há dois"prováveis" casos da doença no bairro Laurelty, na cidade deSan Lorenzo, 15 quilômetros a leste de Assunção. Uma dasvítimas morreu. "Queremos vacinas", gritavam, furiosos, cerca de 150manifestantes que interromperam a rodovia General Garay,provocando uma longa fila de veículos. O protesto começou depois que os responsáveis pelo posto devacinação disseram que só vacinariam os vizinhos de um jovem de25 anos que morreu na sexta-feira com sintomas de febreamarela. Pessoas de outros bairros não seriam imunizadas, poiso local só dispunha de 5.000 doses. O outro caso suspeito em Laurelty é de uma mulher de 39anos, cujo diagnóstico ainda deve ser confirmado por exames. O Paraguai declarou na segunda-feira alerta epidemiológicopara intensificar a luta contra a doença, que provoca febrealta, icterícia e hemorragia. A febre amarela é transmitidapelo mesmo mosquito da dengue. Se forem confirmados os casos de San Lorenzo, será oprimeiro foco de febre amarela urbana no país. Há uma semana,foi confirmada a reaparição da doença em ambientes rurais, apóshiato de 30 anos.

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