Parentes aguardam libertação de seis reféns das Farc

Uribe anunciou que facilitará processo, mas alertou que permitirá envolvimento da comunidade internacional

AP e Reuters,

22 de dezembro de 2008 | 15h19

Familiares de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantinham nesta segunda-feira, 22, expectativa dos detalhes sobre a libertação de pelo menos seis seqüestrados do grupo, depois do anúncio de uma possível soltura unilateral. Em comunicado no domingo, os rebeldes indicaram que libertariam o ex-governador do Departamento de Meta, Alan Jara, seqüestrado em julho de 2001, o ex-deputado Sigifredo López, retido em abril de 2002, três policiais e um soldado. Veja também:Farc prometem soltar mais seis seqüestradosPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   As Farc não deram detalhes de quando e onde as libertações poderiam ocorrer. Após o anúncio do grupo guerrilheiro, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou que seu governo facilitará todas as condições de segurança para que as Farc libertem seis reféns nos próximos dias, mas advertiu que não permitirá o envolvimento da comunidade internacional na operação.  "O governo, como sempre, dá as garantias através da Cruz Vermelha Internacional, se forem libertar de verdade os seqüestrados", disse o presidente em ato oficial. "O governo pede que personalidades internacionais não se envolvam, porque o fazem e simplesmente terminam criando dificuldades às relações internacionais do país", acrescentou Uribe.  O grupo rebelde disse que entregará os reféns para a senadora do Partido Liberal (de oposição) Piedad Córdoba, que anunciou sua intenção de vincular ao processo de libertação o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.  Crítica ferrenha de Uribe, Piedad já negociou com as Farc anteriormente e disse que buscará a ajuda de Chávez nesse processo. Na semana passada, o presidente venezuelano se disse "às ordens" para ajudar. O presidente venezuelano coordenou com Córdoba, no começo deste ano, duas missões humanitárias nas quais as Farc libertaram seis políticos que eram mantidos reféns na selva colombiana.

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