Parentes de reféns pedem que Farc tirem suas correntes

Pedido foi feita após familiares de seqüestrados se reunirem com a ex-refém Consuelo González de Perdomo

Efe,

15 de janeiro de 2008 | 04h45

Os parentes dos seqüestrados pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pediram ao chefe do grupo, conhecido como Manuel Marulanda Vélez, que sejam retiradas as correntes que eles usam em cativeiro. Veja também Consuelo González se reúne com familiares de reféns das Farc  As famílias apresentaram seu pedido depois de uma reunião em Bogotá com a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, liberada dia 10 de janeiro, após seis anos em poder das Farc. A ex-parlamentar, liberada graças a gestões do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou nesta segunda-feira a Bogotá. Ela trouxe na bagagem provas de sobrevivência, como fotos e cartas, de oito pessoas que estavam cativas com ela nas selvas do Guaviare, no sudeste da Colômbia. Segundo os parentes, as fotos comprovam que alguns dos seqüestrados permanecem acorrentados nos acampamentos das Farc. "Por favor, Manuel Marulanda: com respeito, com dignidade, tirem as correntes aos seqüestrados. Já bastam os dez anos que eles passaram apodrecendo nas selvas da Colômbia", disse Marleny Orjuela, da Associação Colombiana de Parentes de Policiais Retidos por Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz). Orjuela deu as boas-vindas a Consuelo González de Perdomo, liberada junto com a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas. A ex-refém foi para a casa de uma de suas filhas, onde conversou com os parentes dos seqüestrados. Ali também estavam os parentes dos ex-parlamentares Gloria Polanco de Losada, Jorge Eduardo Gechem e Orlando Beltrán, do ex-governador Alan Jara, do coronel Luis Mendieta, dos capitães Enrique Murillo e William Donato e do sargento Harvey Delgado.

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